Espírito e Sal
Hoje assisti à aula que fala do poder da luz
Para a formação de uma substância que dá
Vida às plantas de todos os jardins do planeta
Não se esquecendo aqui das urtigas que ficam a coçar
Também nas nossas lembranças para o nosso todo sempre
Penso então na realidade da moral ou das morais
Somos tão rigorosos para com a avaliação dos outros
Nas duas mãos que conduzem a essa ambigüidade
E por outro lado somos condescendentes conosco mesmos
Tanto para o bem dos nossos espíritos
Quanto para o sal do corpo das nossas vidas
Vou não sei se mais perto ou longe daqui mesmo nesses
“Aquis e agoras” dos pensamentos que se embaralharam
Para poderem jogar com todas as regras do acaso da sorte
Saberes que gritam seu horror na noite mais silenciosa
E que por isso mesmo sugerem as nossas tensões mais maliciosas:
É de arrepiar cada pelo do nosso corpo o grito arfante do amor declarado:
Eu sou vida não sou morte Eu sou viver não sou morrer
Eu sou a luz única da minha própria substância
Cheia de moral e ganância