quinta-feira, 31 de março de 2011

"Virgem Santa..."

“Virgem Santa Que a Fome Era Tanta lá No Meu Ceará...”

Para se entreter com as manias sem rédeas do insondável
O meu amigo se punha a lembrar do sondável
Que era aquele ronco na barriga que denuncia carência alimentar
Deve ser muito ar por dentro dos umbigos sem contemplação de luar
Ou qualquer outro fenômeno estelar que esteja a acontecer no perceber
Quem haveria de dizer e prever que um dia o seu bucho estaria recheado
Do bom e do melhor feijão com arroz e baita bife com batatas?!
Pois que a fome do miserável não deixa nenhuma saudade
Pois que a gente só se lembra dela na hora que alguém vem pedir
Pra gente um resto de comida que talvez a nossa gula não tenha dado conta
Esse amigo se põe a dizer que quem oferece a comida que está a comer
É porque ele já foi incitado nessas artes e já passou e sabe das coisas
Dessas fomes derradeiras e de quem as sente
Fome que rende até as mais hábeis mulheres rendeiras e suas raras brincadeiras
A ficarem numa rendição delas não enxergarem mais qualquer contorno em bordado
De bicho de pé no chão ou a lindeza de qualquer animal alado
Para se entender com as manias sem direção fixa do insondável
É preciso que só pão e água seja um banquete. (Epicuro)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Alucinado

No pensamento criado no seu ninho que é o nada
Bem criado
Surgiu uma onda sonora advinda acho que de um sonho
Donde se ouvia:
“Faça uma canção de amor de todos
Pense depois num título alucinado assim
halosinado ou talvez hallosisinnado “
Assim, não sei onde, acho que já me contaram
Que o fruto quebrado em prazer e dor
Não é pecado nem aqui nem pra chinês
É apenas a força indomável do amor que acontece por acontecer
Não há aí, por sua peculiar geografia estropiada, culpa ou inocência
Sigilosas espreitam livres e radicais indecências que dão vida ao gozo
Ninguém pode conter o frescor do sereno em seu jovem rosto
Que adora traçar linhas entre as estrelas para desenhar lembranças
Só não vê em você ao luar um rosto que atrai por apaixonar
Quem está a dormir/Quem está seguro no dormir
Quem está em processo inerte a dormir por mil anos
Há sempre um primeiro dia todos que - se não sabem - fingem saber
Esse bom dia é gravado no saber dos que se sensibilizam à toa com as coisas
Do dia pós dia com a sensibilidade e nervuras à flor da pele
Coisa mágica que é gravada num canto do pensamento
 Assim como se esculpem as constelações/Na tela azul de um céu de outono da nossa terra
Para uns, um contemplar apenas feliz/Pra outros de nós a maior das lembranças
 Naquele ato onde se fala e escuta com a atenção mui redobrada:
Eusódisseporquefiz/Eu fiz e depois disse/

terça-feira, 29 de março de 2011

Ao Lado do Barranco


Para começar se começa com o máximo dos vigores
De músculos treinados com fé no pé no pó no barro
Ali qualquer cantiga resmungada serve para animar o fazer
Muitas coisas ainda não chegaram por lá - além das antenas -
Lá o de sempre está a acontecer como o nascer do sol,
Noites estreladas após um poente que sugere mistérios acumulados
Olhar é o bastante
As crianças brincam como em qualquer lugar e isto diz tudo de tudo
Para quem não tem tempo para coçar qualquer coceira
Ainda podemos ver naquela natureza que vai se diluindo
E dando vez ao cimento e ferro que se pregam em nova memória
 Algumas sombras de vôos que migram para o mais não ali
 Muitos desacreditam de qualquer esperança
Esperança
Essa coisa fútil inventada pela vadiagem dos que poetam
Na contramão dos que se maldizem pela vida que obram inutilmente
Há um abismo de melancolia entre a esperança do melhor em ser
E a liberdade de se viver o pleno do ser
 Estamos fritos – dizia uma minha tia - quando não mais nos lembramos
Do último sonho do nosso amanhecer em cada dia.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Sufoco

Quando aceitei de brincar de médico da alma
Mal sabia eu que entraria num jogo em que se joga
Com a mente que nos desmente enquanto o sufoco brinca
Com tudo o que fomos, somos e sonhamos ser
Temos tudo a perder nessa jogatina com cara de falta de auto-estima
Podemos perder a vergonha de espionar o nosso interior
Que vem lá do anterior mais remoto que não dá para se chegar
Nem na mais veloz moto de platina, muito menos de foguete que mete
O bico de titânio fora do planeta em busca do que ainda se saberá vital
Podemos também pensar que pouco importa tudo o que se diz pleno de bem querer
Não juramos um amor tão grande e depois dele nos arrependemos
Para jurarmos sobre algo ainda mais poderoso que desembarace
A corda do desacordo anterior para alívio do nosso sufocado ser
Que se achava que era e agora se acha que não é
Só porque aprendeu que as maiores mágoas são aquelas
Que ainda não aconteceram no viver
Que ainda não aqui estiveram de verdade de se ver
Que por via das muitas dúvidas estão prontas sem o sabermos
Para acontecer enquanto nos divertimos de nos entreter ao extremo
Nesses alucinados e glamorosos caminhos que fazem nossos pés flutuarem
Enquanto tentamos espiar pelo vão da cortina todas as cores alvoroçadas
Possíveis de se imaginar... passíveis...
Mais uma vez na vã espera de novas misturas para novas tonalidades
Se criarem nas faces das criaturas que despertam nossos tolos desejos 
São tantos os apertos para os que não se bastam
Que chego a crer que foram vãos todos os amores
Que guardei em meu peito com a pretensão de criar um cofre perfeito
Hoje vejo que aqueles sentimentos tão bem guardados
Foram em vão... nada tinha a ver com o coração
Foram apenas “sufocagens” de Mané! 

domingo, 27 de março de 2011

Casulo

Enclausurado na casa de carvalho moldado por hábeis carpinteiros
Com desfechos artísticos de experientes marceneiros
Ali a viver se pôs enquanto compunha com violão
Canções que lhe dessem o prazer de premiar seus ouvidos
Nascidos musicais na plenitude dos feitos mitológicos
Foi engraçado o encontro desse músico com a mulher
Que procurava namorado que lhe desse poesia e cantoria da boa
Foi mesmo engraçado o abraço deles num abraçado forte
Desses de dar contato total no corporal e no espiritual
Coisas dessas que confundem em entrelaçamentos inexplicáveis
O que é real com o que é ideal
O material com o espiritual
O que não era e passa a ser
O que é agora e daqui a pouco não é mais
As palavras a se confundirem com o pensamento que se solta
No falar por falar sem com que se incomodar
Até que chega a hora de se cair do assento de espuma
E perceber que a única vantagem do poeta é tudo aquilo
Que ele não sabe, mas que se arrisca em lidar por dever do
“ofício de viver”.  

"Sou Eu Também Aquele Que Não Foi"

Vamos dar um jeitinho naquele sujeitinho atrevido
Já que não dá para dar um jeitão no sujeitão desabusado
Vamos classificar o indivíduo para fixar a sua ficha no rol dos culpados
Ordem é ordem que se cumpre sem desordem acordem
Tantas foram as tantas tentativas que tudo virou um ensaio de erros
Tantos erros tantas foram as tentativas
Só porque fui aprender dançar no ritmo dos bailarinos das capoeiras
Sem jeito para ser doutor
Fui ser assessor de professor de balé de candomblé
Só para iniciação nas artes dos jogadores de capoeira
Fui tocar atabaque em noites e madrugadas com mestres musicais
Meus dotes de músico foram se afinando com os demais
Virei  gente de respeito
Tenho o meu rango garantido
Consegui me divertindo  dar-me um jeito
Vivo tão solicitado que não encontro tempo
 Para sair da casa do anonimato

sábado, 26 de março de 2011

Refugos

Fiquei pensando nos olhares dos admirados que se perderam
No tempo e na história e os mil retoques nos objetos
Que se perpetuaram ante os olhos de hoje
Nos olhares, penso agora, que contemplaram o sublime e o belo
No momento e no tempo em que o cinzel dera seus últimos toques
Penso nas negativas e nas afirmações das tantas recepções
Penso na aceitação ou no repúdio àquela figura do artista-artesão
Que era admirado pela feitura do criar do que há de mais bruto do material
Agora, acabo por me engasgar nalguma vã retórica
E na forma disforme de cores que misturadas numa tela qualquer
Dão um sentido belo ao que insiste em se dizer decorativo-contemplativo
Fico doido e descabido de poder perceber e poder também tentar
Divertir-me com cores, objetos quaisquer e materiais refugados
Que só se destinam ao lixo, sem história, sem tempo, sem nem mesmo
O nosso desprezo  por menor que seja.

sexta-feira, 25 de março de 2011

SONHOS I

E por falar do sonho que fica lambendo o despertar
Do sonho que se lembra dos tantos sonhos picados
Que dizem compor uma noite das bem sonhadas
Hoje uma professoral figura feminina dizia ao
A mim adormecido - na linguagem da filosofia –
 Que não possuímos  a universalidade que pretendemos ter
E então me veio como se saísse por uma veia
 o título de um possível romance:
“as luzes do castelo” que por essa via de sugestão deveria eu escrever
Em primeiro lugar tive a sensação de que estava a receber
Um “passe” porque ouvira a frase acima na “língua” da filosofia
Num alemão em que eu não conseguiria psicografar
Muito menos gravar ou decorar para no depois repetir pela fala
E buscar algum sentido nessas coisas das escutas dos sem sentidos
Por enquanto as luzes do castelo estão apagadas
Nesta noite espero que ao serem  acesas
Elas iluminem cada cômodo por onde o meu imaginário
Irá passar e descrever as ações dos personagens
Que pretendo trágico-cômicos e que hão de me livrar
Daquilo que pai e mãe de santo chamam pelo seu peso de arriar:
 Encosto  

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vai Jogar Peteca

Quando ficamos de bobeira embaixo de mangueira
A esperar manga madura cair em nossas mãos
Enquanto ainda pensamos nas nossas asneiras
Devaneios diurnos que nos fazem rir e irar
De tanto assim viver ao saber do sabor e sua peculiar usina
Nas tantas tardes que avançaram pelo inevitável luar
Pensamos que devaneamos por automatismo da obrigação
Pensamos que somos feitos de múltiplas idéias
E que de nós mesmos só carregamos o couro curtido
Que forma nossa casca dura aparente e que só por isso mesmo nos desmente
No instante em que caímos em vigilância despertada pela serena lucidez
 Não é de nos entristecer e magoar essa sina que badala ácida
Por dentro da cabeça como o badalo de um torturante sino rachado
Na noite em que o mais suave dos sonhos é engolfado em sua ingenuidade
 Pelo ardiloso e derradeiro delírio? 
Vão jogar todos os tipos de petecas, desavisados e impacientes seres das primeiras luzes
Vai você também brincar de boneca antes que venham as cobranças da juventude
Dívidas que jamais serão pagas porque só foram inventadas para mais esvaziar bobos
Não deixas, meu bem, a maldosa da “sua cuca encucada na Tijuca” estragar
O seu formidável, notável e amável apetite de brincar no viver
Mas, silêncio! Atente para o detalhe dessa inscrição num antigo violão:
“Há uma voz aveludada abafada vinda de uma caixa de fósforos
Deixada numa mesa de canto de um bar que sobrevive das madrugadas”. 

Eu Me Mim Comigo Nós Conosco


Qual foi a aventura que me fica a rondar
Qual a que fica a rolar
Digamos que estamos curiosos com o que está também a ronronar
A retornar como um filme sempre com um novo qualquer novo destaque
Novos detalhes de um sonho e que às vezes acordado e bem lúcido, vigilante
- Sem nenhum pré- acordo para qualquer simples modificação -
Vem para marcar meu dia como um dia diferente no e do viver
Essas coisas do acaso, coisas provindas das coisas descontroladas
Algo que por vir sem minha e nossas vontades  ou comandos
Cometem o desmando de nos deixar carentes e intrigados
Mas ao mesmo tempo instigados
Para entendermos esses desmandos da vida e suas aparências
Esses acúmulos de não saberes que rondam cabeças
Esses imprevistos e improvisos que rolam cabeças
Esses ronronares de felinos, que matas e mares imitam e cujos sons
 Em múltiplos ronronares  ecoam em nossas cabeças
Essas coisas que dão dramas, comédias e romances para todos os gostos,
gastos e pastos
É ou não é desgostoso não pensar minimamente assim?

quarta-feira, 23 de março de 2011

Perseguições


Logo pela manhã meio que ainda sonolento fui bater
 à porta do seu coração que devagar divagava sem rumo
Tentei ser o mais generoso possível diante do seu olhar indiferente
Descontente com a sua recepção resolvi contemplar coisas
sutis do imaginário e por aí navegar sem rumo certo, à deriva e atônito, digamos
Foi então que do nada, casa do esquecimento, morada das coisas assombradas
Que depois vão dar vida às lembranças, à memória e coisas do gênero oculto

Foi daí então que fui então de vez daí ao encontro da nossa primeira troca de olhar
Vim então a lembrar do nosso primeiro abraço forte, um belo e recíproco amasso
Pelas beiradas, pelas peles arrepiadas que estavam a testar nossas químicas a vaporizar
A causarem risos incontidos em dermatologistas e sábios químicos profissionais
Sucumbimos por sermos fracos estrategistas e não entender - dos sentidos -
 os sinais mais óbvios e corriqueiros

Para encurtar pretensa narrativa de fatos tão maneiros
A querer entender a geometria da natural curvatura dos coqueiros
A jogar com as mínimas tensões como se fossem tragédias anunciadas
Não vou mais dar colher de chá para as mandingas de uma voz
Que me persegue na consciência a dizer com risível sotaque espanhol:
 As musas não existem! Non equizistem!

terça-feira, 22 de março de 2011

Flutuações e Flatulências


Foi mais ou menos assim traduzido do alemão
o aforismo chistoso, irônico e gozador de karl krauss:
“Ao monólogo com a minha mulher fico com o
 diálogo comigo mesmo”. No que a minha mulher
respondeu prontamente: “Ao monólogo com meu
marido prefiro o diálogo comigo mesma”.
Outros e outras, minimamente mais inteligentes
 poderão dizer que ao solilóquio
 é preferível qualquer mínimo diálogo.
Pois pastar e ruminar não são atividades próprias dos
seres que de quatro parecem ignorar o parceiro ao lado,
salvo naquelas ocasiões de reprodução?
Se é mesmo para ficarmos cada um em si mesmo
E os deuses para todos abençoando as reproduções,
não seria melhor começarmos a experimentar
comer capim de vez em quando só para se ir acostumando
com o agir exemplar dos ruminantes?

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ar Amigo

Presta atenção e anteveja o que vem
Depois da curva na qual o seu pacto
Com os desejos frustrados podem se acabar
Não anteveja o sinistro e sim o simples do destino

Não é ali o lugar do último pesadelo?
Não é ali o lugar do fim dos sonhos?
Não é ali a vida a passar seu filme em segundos
Não é ali em que o fruto maduro na árvore
Contrasta com a fruta no chão em inevitável
e lírico desterro?

Muitos companheiros por ali já escorregaram
Outros estão se dirigindo para lá
Juntos haveremos de  contornar a mesma curva
Para o não saber da diferença entre o respirar
Todas as manhãs e o nunca mais de qualquer ar
Amigo do peito.

domingo, 20 de março de 2011

Mais e Muito Encalacrado

Mais e Muito Encalacrado

É isso mesmo nessas coisas
De entalado e embaraçado
É isso mesmo
A intenção aqui é escrever qualquer bobagem
Dizer assim que o céu da nossa cidade
É de um azul mais azulado
Dizer que o canto do pintassilgo é mais melodioso
Dizer que meu coração é muito mais saudoso
Dizer que aqui como em suas cidades, poetas,
As palavras também querem se livrar
Das amarras das falsas moralidades
Dizer que hoje vi gente que anseia por música
E seus profundos e misteriosos estudos
Vi jovens atores sonhando com a glóriamaior:
O reconhecimento do seu talento (pura e sadia vaidade)
Só não vi os milhares de sonhos
Que se perderam na noite passada
Juntamente com meus sonhos que se diluíram
Na minha mente e viraram tintas multicolores
Aquarelas em ritmo acelerado de samba e capoeira
Projetados no “pano de fundo” invisível
Na singularidade do teatro do inimaginável
De cada um só por ser único o calafrio

sábado, 19 de março de 2011

Sem Beiras

Sem Beiras
Para que quero guardar na memória todas as estrelas
Que vi refletidas nas águas saudosas das minhas lágrimas
Para que quero agora multiplicar por mil todos os desejos
Não realizados e não compartilhar essa solidão perversa
Recheada de remorsos?
Para que quero a aconchegante maciez de teu corpo
Se os nossos desejos estão no centro dos mármores esculpidos
Só na imaginação de um artista que se consagrou sem sair do anonimato?
Para que vou agora ouvir suas súplicas de amores acumulados
Que vêm das profundezas sem beiras a pegar nos meus calcanhares
A fritar ovos ou chutá-los até me desmaiar
A despertar em mim o incômodo desejo de nunca mais amar
Para quê e por que ainda hei de querer você?
Querer você nas noites dos sonhos em que me entrego
Às fantasias mais sublimes que me fazem esquecer o covarde
E me enchem de coragem bruta só até a mais um indesejado
Amanhecer
Só porque ainda hei de novamente pensar em você
Como o louco varrido da razão pelos semideuses da paixão?       

Nalata

Na lata entalada a imagem musa
Estampada como santinha de correntinha
Como do enlatado o seu todo conteúdo
 Os miúdos: fotos três por quatro picadas
Orelhas, olhos, bocas, nasais gregos de mármore
Na lata como se diz
Na cara quero dizer
Consultei meu pulsar
Muitos nós enrolados uma vez desacomodados
 fogem
 Todos não queremos virar falta de assunto
O preço a pagar é muito alto
 Insuportável
Quando não mais nem mais fingimos de nos amar.


Pronto Mesmo

Quotidiano por demais cotidiano
Cotidiano Demasiadamente quotidiano
Até chegar ao pronto
Prontos para as vidas eternas nos ares
que respiram seres de matérias estelares
Meus parabéns flores e frutas dos aléns
Chegamos sós para muito compartilhar
do sempre com muita ganância
a pedir passagem aos demais gananciosos

sexta-feira, 18 de março de 2011

Primeira versão
Lucaluca não conto agora e aqui o que é
fica por enquanto o que pode parecer que é
no entanto mais do que um é eles são
por vontade de quem está a guardar o segredo

vai que vai um dedo de prosa moderada
nunca nunca insolente do jeito moderação nas coisas
vamos falar para gente grande e gente pequena
vou aqui marcar o fugaz óbvio do presente