No pensamento criado no seu ninho que é o nada
Bem criado
Surgiu uma onda sonora advinda acho que de um sonho
Donde se ouvia:
“Faça uma canção de amor de todos
Pense depois num título alucinado assim
halosinado ou talvez hallosisinnado “
Assim, não sei onde, acho que já me contaram
Que o fruto quebrado em prazer e dor
Não é pecado nem aqui nem pra chinês
É apenas a força indomável do amor que acontece por acontecer
Não há aí, por sua peculiar geografia estropiada, culpa ou inocência
Sigilosas espreitam livres e radicais indecências que dão vida ao gozo
Ninguém pode conter o frescor do sereno em seu jovem rosto
Que adora traçar linhas entre as estrelas para desenhar lembranças
Só não vê em você ao luar um rosto que atrai por apaixonar
Quem está a dormir/Quem está seguro no dormir
Quem está em processo inerte a dormir por mil anos
Há sempre um primeiro dia todos que - se não sabem - fingem saber
Esse bom dia é gravado no saber dos que se sensibilizam à toa com as coisas
Do dia pós dia com a sensibilidade e nervuras à flor da pele
Coisa mágica que é gravada num canto do pensamento
Assim como se esculpem as constelações/Na tela azul de um céu de outono da nossa terra
Para uns, um contemplar apenas feliz/Pra outros de nós a maior das lembranças
Naquele ato onde se fala e escuta com a atenção mui redobrada:
Eusódisseporquefiz/Eu fiz e depois disse/
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