quarta-feira, 13 de abril de 2011

LOUCOS

Loucos
Hoje, logo pela manhã, se eu fosse ao encontro
Dos meus pensamentos que me abordaram
Logo ao despertar
Eu poderia com isso realizar um bom duelo
Com mais esse dia em que só fico nas vontades
E depois me pelo por não dar vazão nem a sonhos
Nem a razão e pelas sobras do dia vejo que tudo foi meio que em vão
Acho que depois dos avisos dos dementes mais recentes
Que estão a estourar e a se estourarem
Quando poderiam babar em seus algozes
Jogando as próprias babas e bolas trituradas em telas de pintura ou cinema
Celular ou monitores de computador ou mesmo nas areias das praias
Quando poderiam ouvir as próprias vozes num poema de sua rebeldia
Cuja autoria desconhecida poderia ser a sua doação
Para uma boa e intrusa qualquer ação
 Pelas sobras do dia vejo que quase tudo foi mesmo quase que meio em vão
Não fossem os sobreviventes danificados em seus espíritos que me parecem falar
 - Apesar de todos os seus sofrimentos -
“Que o dia de amanhã exige que o aqui e o agora da barbárie
Seja enfrentado com a respiração de um animal que se defende
E ao mesmo tempo ataca em sua instintiva reação
Com a inspiração de um compositor que acaba de criar em sua fé
 Mais uma encantada canção em sua vida cifrada em irreversível contramão
Na sua vida marcada naquele momento em que toda a sua lógica
O pegou no contrapé  

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