quinta-feira, 7 de abril de 2011

SEGURA

Segura Essa

Todos nós temos sonhos malucos nisso que acostumamos
A chamar de “de vez em quando” e que outros brincam
De dizer “de vez em sempre” e assim soltam as suas tagarelices,
Estultices e outras tantas milhares das mais estranhas tolices

Essas coisas menores, no entanto, vêm das nossas entranhas
Pensamos que são pensamentos de quem tem no lugar do cérebro
Pequenas ervilhas que se esforçam para um dia na eternidade
Virarem juízos, opiniões, idéias e talvez até um dia um pré-conceito

Por que fingimos que entre o entardecer e o amanhecer
Baixam em nós os músicos que provocam paixões e alucinações
E que também encostam seus espíritos em nós os poetas consagrados
Não chegamos a fingir que podemos pintar um sete de sete ângulos

Todos eles coloridos de estimularem desejos e também náuseas
Coisas assim que poderíamos desenhar na tela de um céu de breu?
Não poderíamos recordar então por horas a fio o filme que em nós rola Solto e pouco se importa com qualquer concretude, finitude ou nossas
Bolas?


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