sexta-feira, 22 de abril de 2011

MINI CRÔNICA I

Bala de Verdade

Vez por outra
Outra por vez
Outra vez
Por vez
Por outra
Troca a tropa ao toque da corneta
O ataque pela debandada
Assim a sirene da ambulância foi providencial
A emboscada estava armada na avenida de nome presidencial
Balas agora não tinham o rumo certo
E no incerto das balas perdidas inventadas para matar
Lá no caminho da velocidade de uma delas
Estava Cazarré a dormir no sofá da sala
E dali viajou para o além
Sem se despedir irreverente reverente
- Comediante que era - de ninguém
Dependente que era de suas soltas ideias
Que risos estava Cazarré  a provocar em si mesmo
Em seus sonhos sem média com a máscara da comédia?
Ao seu lado imagino uma daquelas armas dos palhaços
Que expelem pelo cano uma bandeirinha onde está escrito:
BANG!!!!

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