sexta-feira, 1 de abril de 2011

Quem Não Foi...

Quem não foi Mané?
Quem nunca foi que atire a primeira pedra preciosa
Que foi guardada pelos antepassados que já passaram
Desta para quem sabe sal ou açúcar do muito além-mar
Pois não é que tem Mané em todo e qualquer lugar
Espíritos de bons ou maus Manés estão por aí a zoarem
De nos darem fadigas tantas as aparições e incorporações
Quem nunca, uma uniquinha vez, foi Mané
Que a partir de agora seja nomeado rei
E coroado como o supremo dos supremos dos soberanos
Assim teremos um só rei para todos os Manés
Não mais precisaremos de intermediários, falsários ou salafrários, a conduzirem
Os nossos destinos e intestinos a cada singular evacuar de otários
Ao rei dos Manés daremos todo o ouro do mundo
Para que ele possa governar o planeta sem pensar em crise
Com tanto ouro contribuído pelos Manés
Esse nosso rei poderia começar por prometer novas terras
A todos os nobilíssimos súditos
 A cada um deles a doação de um lote em Marte para que tenham de lá
 - Numa varanda voltada para a cor de anil que nos pinta e adorna -
A mais bela e por que não extravagante visão da paisagem terrestre
 No seu azul-celeste, lindo de cagar, puxaqueopario!

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