Adeus senhor farewell
Arrasto e deixo rastros de minhas correntes
Imaginárias que trazem e se traduzem de pesos
Advindos das mil almas de que fui composto
E aqui posto a desfilar suas agruras numa passarela de fresco cimento
Os meus pés se arrastam por demais lentos os poucos
Metros que ainda tenho que lutar e muscular para vencer
Matérias e encostos
Talvez venha a quedar muito antes de meu louco e mais secreto
Atônito desejar se diluir em satisfação ou gozo
A argamassa segue a secar e mais lento e lento se faz meu sofrido caminhar
Não estou compromissado com ninguém de carne e osso nesta hora
E talvez por isso mesmo meu ânimo seja de baixo moral
Pois não ouço mais as vozes de forte incentivar e vasta vibração
Sequer ouço a mim mesmo a fungar de expelir fumaça
Nesse frio que se faz nesse exagerado inverno
Que inverte meu querer em mais uma de suas artimanhas
Só por isso e acho demais até me esqueci de pesar na consciência
As suas mentirosas promessas de me consolar a cada esperança perdida
E me levar a viver a cada pensamento como um momento
Que a todas as gentes o esperar espeta
E a pensar naquela abertura – farewell - a porta de saída para a vida
Além da porta aberta
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