quarta-feira, 4 de maio de 2011

COISAS III

Coisas III
Meio caduco se articula pelas bordas do viver
Meio caduco não agüenta meias verdades
Muito menos mentirinhas sem razoável humor
Meio doido quer mais contar com as sortes
Do que com as inseguranças das coisas do amor

Pior ainda quando o meio caduco está meio tonto
Sem qualquer atitude mais rude que faça por malvadeza
Seja por batida na cabeça ou de alcalóide embebedado
Nesse estado não se importa se depreda ou é depredado
Tem força de redemoinho exagerado e até de tornado
Zonzo não se reconhece e vira emburrado fenômeno da natureza

Meio doidos quase todos são em seus sonhos e certas parcerias
Muito mais estranhos ficamos em nossos pesadelos e suas estripulias
Quem controla essas coisas ora suaves ora grosseiras, todavia faceiras
Controla e consola-se ora com bom humor ora com grosserias
 As suas parcas, porém cerimoniosas caducas sabedorias das coisas?

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