Avó Destrambelhada
Eu conheço uma mãe de uma mãe
E também uma filha de uma filha de uma mãe
Também conheço o pai de uma filha e sua filha
Conheço também o pai do pai de uma filha da mãe
Conheço ainda a mãe do pai da filha da mãe
Só que a mãe da mãe da filha
Vive quase todo dia a cutucar e catucar a bendita da saudade
Que assim cutucada e catuacada não há de ser nada saudável
Porque fica comichando por dentro o que já se devia ter filtrado no peito
Pois há coisas que devemos como nos enxames não mexer e deixar quieto
Como nas nossas vivências sempre se procura o danado do culpado
Vamos averiguar então de quem é a culpa por esse desalento de doída avó
Essa mãe da mãe que vive menos na paz do que no argumento do tormento
(Bem averiguados então estão todos os atos antecedentes de todos os envolvidos):
Chegamos à conclusão de que a culpa é daqueles dessa nova família
Que estão dos outros a acelerar as batidas de cada abobado coração
Nada mais nada menos do que para o bem geral mesmo que meio irracional
(---Como cantam lindamente!)
Porém - por culpa só deles - assim ficamos com essa inusitada moral
E olha que eles estão apenas e tão somente na primeira dentição.
arrumem uma maneira de "aparecer"
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