Na bacia das almas
Na ducha revigorante
Na hidromassagem relaxante
O mar totalizante
O rio minha primeira banheira
Há também um lago em nossa história
Você e eu nas águas minerais
Nossas fugas termais
Há água no coração
E no sangue que passa por ele no verão
Apressado
Um banho de chuva revolve o ânimo então estagnado
Sair dançando na loucura repentina
Sem medo
Desprovidos até dos cuidados óbvios diante do acaso
Há no despertar de uma paixão
Uma lágrima guardada como última lágrima
De mais uma desilusão
Que importa?
Se os amantes se eternizaram no vivido.
Flores murchas na lixeira
Juntamente com o velho e todo quebrado
Vaso descartado de frágil vidro
Que importa?
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