quarta-feira, 25 de maio de 2011

AVÓ DESTRAMBELHADA IV

“Quero também segurar as suas mãos”
O que penso que penso agora é o que sou agora assim meio
 Que poeta da hora a exorbitar
Daqui a pouco serei o que pensarei esquecido do já pensado
Que deverá ficar prensado entre dois pensamentos já pensados
Enquanto uma fila de pensar não pensado aguardam a sua vez
Vez por outra nem chegam a pensamentos são somente arrepios
Como que a provar a existência dos anjos que nos guardam sorridentes
Outras vezes inspiramos e expiramos e o pensar fica diluído nesse ato
Quantas vezes não achamos que estamos pensando coisas importantes
E depois notamos que só estávamos a expelir apenas fungos do pensar?
Já ouvi dizer de gentes que não pensam porque dizem doer só de pensar
Em pensar qualquer que seja a bobagem exorbitada
E que para não enlouquecerem ficam só respirando os pensamentos
E com isso se livram de pensar pensamentos que são maléficos e doentes
E que se amarram nas gentes que não param de pensar sempre vigilantes
Penso agora que estou disposto a dar também incerto tempo aos pensamentos
Penso aqui nesta praia diante destas águas límpidas vitaminadas de azuis e verdes
Que os meus olhos não precisam pensar nas lágrimas que derramo nesse lindo mar
Por conta da saudade que me arrasta ao fundo do meu sofrido coração
Sem razão de eu nem pensar que já fui ser exorbitado
De alguém distante arrancar de meus olhos as águas que não vem do pensar
Mas das doideiras de quem sabe que só pensamento não é a plenitude de se querer
Preciso abraçá-los e também segurar as suas mãos Luana e Caito, meus amores
Que fazem meus pensamentos prisioneiros nesse pensar de só amar vocês.

Um comentário: