OLÁ
Olá, Pessoal
Olá Pessoal
Olá, Pessoas
Olálalá, Peçonhas
Olha lá Pessoa
Que olha para as próprias pessoas
Com o olhar pessoal invertido
Nunca por demais contido
Quisera de tanto mar português
Comprados de grão em grão cada quimera
Sonhos incorporados de corpo e alma
Em profundos mares, de vez tragados
Não se vê de um cais do mesmo jeito de antes
Não se vê como se via anteriormente à Ode aos Navegantes
Minhas tolas saudades passaram a ser grandiosas
Quais fogos de artifícios, mui, mui luminosas
Vou, portanto, tolamente, diante do próximo mar
Respirar fundo, encher o peito e gritar e berrar e berrar
Nas mil coisas da Terra meter o nariz
Só porque se quis ora triste ora meio que feliz
Isso sem sair da terra firme do cais do porto mínimo natal
A rodar o mundo como gira o pião na mão de um menino
Na terra por onde passa o mundo no seu quintal.
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