Avó Destrambelhada II
Diz o samba “pra que possuir um monte de coisas, se ela
Não me dá bola”, e eu fico aqui na minha saudade atolada
Querendo que ela me dê mais bolas ainda porque amada
Bolas que recebi e recebo meio que assim de vez em quando
Vou assinar na primeira linha de uma lista de protesto
Todas as minhas reivindicações abstratas e concretas
Desejos pensados e os que ainda esperam para serem pensados
Não vou tirar essa de letra enquanto não conseguir meu intento
Vou grafitar as paredes do meu quarto para ao dormir ou acordar
Saber que sempre os seus nomes ali vão estar desenhados para meu
Máximo consolo e também para me dar forças para aguentar
Mais um dia sem seus beijos e abraços que aceleram meu ser
Meus amores de Floripa que a minha vida engripa e avaria
Enquanto espero vou vivendo de mentirinha com minhas ladainhas
Vou choramingar por todos os cantos da casa e só não subo nos telhados
Porque senão vão pensar que estou por demais desesperada e variada
Para mim chega! Vou chorar nas nuvens do céu hoje mesmo então
Vou mais do que depressa pegar no primeiro aeroporto o primeiro avião.
sério? cade?
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