quinta-feira, 5 de maio de 2011

COISAS IV

Coisas IV
“A milagrosa castanha do Pará
Não pode mais ser vendida por tão pouco pelo produtor
E comprada tão cara no mercado pelo consumidor
Vamos fazer uma ponte aérea nessa área nesta divulgação
Para com mais as graças da sorte que se dê proteção com essa
Semente providencial aos nossos homens
 numa das prevenções do câncer na próstata em escala nacional”
Com amor,
Helena.
Rebelde sem causa, não essa Helena que deixou esse bilhete num trem do metrô
Meia bomba, talvez essa Helena que se atormenta com danos no seu amor
Na mocidade ou na meia idade, essa Helena que vive sua mania em bilhetinhos
Meio bêbada a cambalear, cair e a “malabarar” assim como as ideologias
Que construíram e as que “pensam em destruir Manhattan”
Agora, a Helena, toma ciência do seu ser que foi subjugado por tudo que foi
Propagandeado e lhe enfiado por todos os orifícios por competentes
Homens das estéticas dos artifícios...  
Se há um complexo industrial-militar ainda em 2011-05-05 é porque
O mundo não está dando certo e tudo indica que o planeta não vai
Tão longe como deveria... mas que restam as virtudes afetuosas dos afetos
Por outro lado, para quem sabe que existiu um paleolítico e um neolítico, como o sabe muito bem Helena
É possível que ela pense na possibilidade de que quem sobrar voltará
A pintar nas cavernas sonhos desta atual era que era a nossa era, era:
Latas de ervilhas e outros legumes enlatados entalados nos sonhos indecifráveis
 Daqueles zumbis que sobreviverão não se saberá como, mas que
 Helena presencia pelo imaginar, pelos sonhos e mórbidas tensões

Nenhum comentário:

Postar um comentário