Não abra mais nada para o falso pára-quedista
Aquele para quem você abriu o cândido coração
Além das suas mais recônditas vontades amorosas
Numa entrega de quem almeja só sonhos e liberdade
Não abra mais nada para o falso que canta ardiloso
Pelos cantos das sombras de um entardecer amoroso
A desdobrar o escondido das ingênuas vontades amorosas
Pois há um canto em sua boca que parece injetar veneno poderoso
E inebriar as moças que ainda sonham com príncipes
E acordam num cartório diante de um juiz e sua sentença
Ou numa igreja diante de um padre no palco de um altar
Por essas e outras não abra mais nada para o doce vilão
Tão de mel seus beijos avassaladores e melados
Tão de caramelados seus abraços grudentos, sedentos
Tão de hormônios suas nervuras e musculaturas rijas
Que não convém sem mais indo se lhe abrindo, na cama, no chão,
Ainda mais as pernas, pés descalços e coxas lisas
Sem antes conhecer quem lhe espreita - corpo e coração – talvez a alma
Ainda refém da paixão...as taças vazias, a garrafa de vinho entornada.
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